Euterpe espiritosantensis / palmito-amarelo-de-santa-teresa
Palmeira arborescente, solitária, atingindo cerca de 13–15 m de altura, com estipe castanho-acinzentado, discretamente estriado, rosado subcorticalmente. Apresenta copa elegante, formada por 9 a 14 folhas contemporâneas, patentes a ereto-patentes, pouco deflexas para o ápice. Um caráter marcante e constante é a bainha foliar intensamente amarela, responsável pelo colorido amarelo vivo do palmito, muito distinto daquele observado em Euterpe edulis. As pinas são medianamente pendentes e algo irregularmente dispostas ao longo da raque. A inflorescência é infrafoliar, com coloração ferrugínea na floração, passando a castanho-avermelhada na frutificação. Os frutos são globosos, com cerca de 14 mm de diâmetro.
Usos: O palmito é comestível e tradicionalmente utilizado pelas populações locais. Pela elegância da copa e, sobretudo, pelo intenso colorido amarelo do palmito e das bainhas, trata-se de uma palmeira de elevado valor ornamental, altamente recomendável para uso paisagístico diferenciado e para coleções botânicas.
Cultivo: Espécie adaptada a ambientes serranos úmidos, desenvolvendo-se melhor em solos bem drenados, especialmente quartzítico-arenosos. Apresenta preferência ecológica distinta da de Euterpe edulis, associando-se a encostas, bordos superiores de escarpas e fundos de vales entre 700 e 1.000 m de altitude. Em cultivo, aprecia boa disponibilidade hídrica e condições ambientais semelhantes às de seu habitat natural.
Origem: Endêmica do Espírito Santo, conhecida apenas para o município de Santa Teresa, na porção nordeste da Serra da Mantiqueira
Família: Arecaceae.
Observações: Alguns autores trataram Euterpe espiritosantensis como sinônimo de Euterpe edulis. Contudo, a descrição original demonstra um conjunto consistente de diferenças morfológicas, ecológicas e cromáticas, destacando-se a bainha foliar amarela, o colorido do palmito, o indumento e a coloração da inflorescência, além da preferência edáfica distinta. Os autores interpretam ambas como vicariantes edáficos, podendo ocorrer raramente lado a lado, o que reforça seu valor científico, ornamental e conservacionista








