Eugenia sp. / eugênia-brownea
Fruto de casca esverdeada, globoso, medindo cerca de 2,5–3 cm de diâmetro, com polpa fina e sabor pouco definido, apresentando textura e sabor que lembram a casca de goiaba. Trata-se de uma espetacular novidade botânica com padrão único de ornamentação, como se verá a seguir. Suas sementes assemelham-se muito às de Eugenia copacabanensis (ver foto), sugerindo alguma proximidade taxonômica.
A planta é uma árvore de porte pequeno a médio, extremamente ornamental, destacando-se pelo padrão cromático excepcional das folhas jovens. Elas são elípticas a lanceoladas, com nervura central em verde-claro neon vibrante, contrastando fortemente com o fundo marrom-rosado, em tom de pele, salpicado por gotas ou manchas irregulares do mesmo verde intenso. Esse efeito marmorizado e variegado é transitório, desaparecendo gradualmente à medida que as folhas amadurecem e tornam-se verde-escuras, uniformes. Trata-se de um padrão único dentro da família Myrtaceae, antes só observado em árvores-lenços da família Fabaceae (gêneros Brownea e Browneopsis), razão de seu nome popular.
Usos: Espécie de altíssimo valor ornamental, indicada principalmente para colecionadores, jardins botânicos, arboretos e cultivo em vasos, onde o espetáculo das brotações pode ser apreciado de perto. O grande diferencial reside justamente na estética e botânica. Em paisagismo, é recomendada como ponto focal em jardins semisombreados. Recomendada para reflorestamentos mistos, fornece alimento para a fauna.
Cultivo: Prefere clima subtropical a tropical úmido, com solo fértil, rico em matéria orgânica e bem drenado. Desenvolve-se melhor sob meia-sombra a sol filtrado, especialmente para preservação da intensidade cromática das brotações em climas mais quentes. Adapta-se bem ao cultivo em vasos, sendo indicada para manejo cuidadoso e observação constante das novas brotações.
Origem: Espécie nativa da Mata Atlântica montanhosa da Serra da Mantiqueira.
Família: Myrtaceae.
Observações: Espécie recentemente descoberta e ainda em estudo taxonômico. O padrão de coloração das folhas jovens é único dentro das Myrtaceae, sendo comparável apenas, em efeito visual, ao observado em espécies do gênero Brownea (Fabaceae), embora sem qualquer relação taxonômica direta. Planta de grande interesse científico, ornamental e colecionístico.



















