Elizabetha speciosa / elizabetha-anã-de-flores-vermelhas

Pequena árvore amazônica (2-3 m em cultivo) de extraordinário efeito ornamental, destacando-se principalmente pelas flores intensamente vermelhas, reunidas em inflorescências pendentes e muito vistosas. As pétalas e os longos estames contrastam elegantemente com a folhagem verde, produzindo um espetáculo floral incomum entre as árvores da floresta amazônica.

As folhas são compostas e paripinadas, com numerosos folíolos oblongos dispostos em fileiras regulares, formando uma folhagem delicada e elegante. As brotações novas surgem pendentes, formando verdadeiros “lenços” vegetais, inicialmente macios e de coloração róseo-avermelhada clara, antes de se tornarem verdes com o amadurecimento — efeito ornamental muito apreciado em árvores da tribo Detarieae.


Usos: árvore ornamental rara e muito valorizada em coleções botânicas e jardins tropicais. O porte relativamente compacto, aliado às flores vermelhas e à brotação ornamental, faz desta espécie uma excelente árvore de destaque para jardins residenciais, arboretos e coleções especializadas.


Cultivo: prefere clima tropical quente e úmido. Desenvolve-se bem em sol pleno ou meia-sombra, em solos férteis, ricos em matéria orgânica e mantidos constantemente úmidos, porém bem drenados. Planta vigorosa e de crescimento relativamente rápido. Exemplares propagados por alporquia florescem precocemente.


Origem: Amazônia brasileira, registrada originalmente na região de Manaus, Amazonas, onde foi coletada por Adolpho Ducke próximo a igarapés de água preta em floresta de terra firme.


Família: Fabaceae (subfamília Detarioideae).


Observações: espécie descrita pelo botânico Adolpho Ducke, importante pesquisador da flora amazônica e ex-diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O gênero Elizabetha é característico da Amazônia e conhecido pelas flores vistosas e pela brotação ornamental em forma de “lenço”.

Diferentemente de espécies maiores do gênero, como Elizabetha durissima, que apresenta brotação jovem verde-clara e árvores de grande porte, Elizabetha speciosa mantém porte mais compacto e brotação jovem rosada, característica que a torna particularmente atraente para cultivo ornamental.

A planta cultivada no Sítio E-Jardim descende de material introduzido em cultivo no Jardim Botânico do Rio de Janeiro no início do século XX, preservando essa linhagem histórica.