Eugenia sp. / grumixama-cabeluda
Fruto pequeno a médio, arredondado a oblado (levemente achatado), de coloração variando do verde ao arroxeado-escuro na maturação, com superfície densamente pubescente, aspecto “cabeludo” marcante. Polpa suculenta, adocicada, de sabor delicado, envolvendo 1-2 sementes que se desprendem facilmente da polpa. O indumento fino recobre também o pedúnculo e parte do cálice, conferindo identidade visual própria à espécie.
A planta é um arbusto ou arvoreta de porte pequeno a médio, muito ramificada, com copa densa. Folhas opostas, estreito-elípticas a lanceoladas, coriáceas a cartáceas, com presença perceptível de indumento fino, sobretudo em folhas jovens e na face inferior. Flores claras, discretas, surgem isoladas ou em pequenos grupos, seguidas por frutificação ornamental e abundante. Em cultivo, apresenta crescimento um pouco mais ágil que a grumixama-comum (Eugenia brasiliensis) e adapta-se bem à formação em vasos.
Usos: Frutos apreciados ao natural, sobretudo pelo sabor suave e pela textura diferenciada. Podem ser usados da mesma forma que os das diversas espécies de grumixamas do Brasil (suco, geleia, sorvete, iogurte, licor, drink etc.). Espécie de alto valor para colecionadores, pomares domésticos e cultivo ornamental frutífero, destacando-se pela estética dos frutos pilosos.
Cultivo: Recomenda-se meia-sombra na fase inicial, com irrigação regular e solo fértil, rico em matéria orgânica e bem drenado. Após estabelecida, adapta-se a maior insolação. Tolera bem geadas leves, mostrando-se mais resistente ao frio que outras espécies próximas. Pode ser cultivada com sucesso em vasos, frutificando ainda jovem quando bem manejada.
Origem: Espécie nativa da Mata Atlântica da Serra da Mantiqueira, desde áreas um pouco mais secas até a floresta ombrófila densa.
Família: Myrtaceae.
Observações: Espécie ainda em estudo taxonômico, próxima à grumixama-comum (Eugenia brasiliensis), da qual se diferencia pelo indumento evidente nos frutos e folhas, e distinta também da grumixama-peluda (Eugenia neosilvestris) por caracteres vegetativos e reprodutivos específicos. Bastante rara em cultivo, representa um material de grande interesse botânico e horticultural.




















