
Itaya amicorum / palmeira-xila
Palmeira amazônica de presença marcante e elegância incomum, reconhecida imediatamente pelo contraste entre a face superior verde-profunda das folhas e o verso intensamente prateado, quase branco, que cria um efeito luminoso impressionante em ambientes sombreados. A copa é ampla e aberta, formada por folhas palmadas de grandes segmentos, conferindo à planta um aspecto arquitetônico raro entre palmeiras de sub-bosque.
Trata-se de uma palmeira solitária, de crescimento relativamente lento, que atinge cerca de 2 a 4 metros de altura, com estipe delgado e bem definido. As folhas são grandes, circulares, divididas em poucos segmentos largos, com textura firme e elegante. A inflorescência surge entre as folhas, e os frutos são ovais, de coloração amarelada a esverdeada quando maduros.
Usos: Palmeira de altíssimo valor ornamental, indicada para jardins tropicais sombreados, coleções botânicas, jardins botânicos e cultivo em vasos grandes. Ideal como ponto focal em áreas de meia-sombra, onde o contraste do verso prateado das folhas pode ser plenamente apreciado. Também possui usos tradicionais na Amazônia, com folhas empregadas na cobertura de habitações e na confecção de utensílios.
Cultivo: Prefere clima tropical úmido, com temperaturas elevadas e alta umidade atmosférica. Desenvolve-se melhor em solos férteis, profundos, ricos em matéria orgânica e sempre bem drenados, porém constantemente úmidos. Exige cultivo protegido de ventos fortes e sol direto intenso, sendo ideal para meia-sombra ou luz filtrada, reproduzindo as condições naturais de sub-bosque amazônico.
Origem: Amazônia Ocidental, com ocorrência no norte do Brasil (Acre), Peru, Colômbia e Equador, principalmente em florestas de terra firme e áreas úmidas de baixa altitude.
Família: Arecaceae.
Observações: Itaya amicorum é a única espécie do gênero Itaya, o que lhe confere especial interesse botânico e colecionístico. O nome do gênero faz referência a um rio peruano, local associado à descoberta da espécie, enquanto o epíteto amicorum significa “dos amigos”, em alusão ao espírito colaborativo da equipe liderada por Harold E. Moore. Trata-se de uma palmeira rara em cultivo, muito valorizada por colecionadores e apreciadores de palmeiras amazônicas autênticas.