Lytocaryum itapebiense / palmeirinha-prateada-baiana ou icá-mirim

Palmeira anã (c. 50-60 cm de altura), acaulescente, muito vistosa pela folhagem pinada verde-escura na face de cima (adaxial) e prateada na de baixo (abaxial). Destaca-se das demais espécies de Lytocaryum (L. weddelianum, L. insigne e L. hoehnei) por apresentar a inflorescência ereta (e não pendente), muito acima da copa. Os frutos são muito ornamentais, passando de alaranjados a vermelhos na maturação.

Usos: excepcional palmeira para sombra ou meia sombra, sempre sobre terrenos bem drenados porém ricos em matéria orgânica. Presta-se muito bem para o cultivo em vasos de interior ou em varandas, assim como em pequenos jardins, desde que respeitadas suas preferências em termos de drenagem e luminosidade.

Cultivo: climas tropicais e subtropicais amenos, plantada em locais bem drenados e com luz indireta. Seu crescimento é considerado lento.

Origem: endêmica do Sul da Bahia, em mata de encosta seca e sombreada. Sua ocorrência é exclusiva do município de Itapebi, razão de seu nome científico.

Família: Arecaceae.

Observações: uma das mais lindas espécies de palmeira para cultivo em Urban Jungle, porém muito rara em função de sua baixa produtividade (produz poucos frutos por matriz) e lento crescimento.

Ultimamente, foi sugerida a sinonímia do gênero Lytocaryum com Syagrus,  porém por características ornamentais exclusivas desse pequeno grupo ainda mantemos a nomenclatura botânica anterior.