Onychopetalum periquino / envira-caju

Uma das frutas mais promissoras da Amazônia ainda fora do circuito comercial, a envira-caju reúne beleza, aroma e alto rendimento de polpa em um fruto que surpreende tanto pelo sabor quanto pelo potencial. Produz bagas globosas a levemente ovais, com 4–6 cm de diâmetro, casca fina comestível e coloração que evolui do verde ao verde-alaranjado, tornando-se laranja e finalmente cor de vinho quando plenamente madura. A polpa é amarelo-alaranjada, macia, aromática e muito agradável ao paladar, envolvendo poucas sementes escuras. O rendimento de polpa é elevado, podendo ultrapassar 70% quando amadurecida na planta, característica que a destaca entre muitas anonáceas cultivadas.

A árvore é de porte médio a grande em ambiente natural, assumindo porte mais moderado sob cultivo (3-7 m nessa condição). Apresenta copa elegante e vigorosa, agregando também valor ornamental ao jardim ou pomar.


Usos: consumo in natura; sucos, doces e geleias; espécie estratégica para pomares amazônicos, sistemas agroflorestais e reflorestamento misto; frutífera de grande potencial econômico e ornamental.


Cultivo: prefere clima quente e úmido, solos férteis, profundos e bem drenados, ricos em matéria orgânica; aprecia boa disponibilidade de água sem encharcamento; pode ser conduzida a meia-sombra quando jovem e a pleno sol em regiões úmidas; espécie climatérica, permitindo colheita em início de maturação com amadurecimento posterior.


Origem: Amazônia brasileira (Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso), ocorrendo também no Peru e na Bolívia.


Família: Annonaceae.


Observações: espécie ainda pouco difundida comercialmente, com alto potencial de valorização futura. A mudança evidente na coloração da casca facilita a identificação do ponto ideal de colheita. Planta indicada para colecionadores e entusiastas de frutas amazônicas raras.