Myrcia aethusa / cambuí-cereja
Frutos de coloração roxa-escura intensa, ricos em antocianinas, com polpa suculenta e sabor doce-acidulado muito agradável. Medem em geral cerca de 1,5 cm de diâmetro, sendo relativamente grandes para o gênero. A intensa pigmentação evidencia o alto teor de compostos fenólicos, destacando-se como uma das melhores espécies de Myrcia para consumo in natura.
Planta de pequeno porte, formando uma arvoreta elegante, de crescimento rápido. As folhas jovens surgem acastanhadas e com indumento evidente, evoluindo para tons vermelhos intensos, quase rubi, antes de atingirem o verde escuro na maturidade — criando um contraste ornamental marcante. Produz floração extremamente abundante, altamente melífera, atraindo abelhas, especialmente as sem ferrão, seguida de frutificação precoce e generosa.
Usos: Consumo ao natural, geleias, sucos, drinques e sorvetes; excelente para cultivo em vasos, pomares domésticos e coleções botânicas; indicada para sistemas agroflorestais; espécie melífera e atrativa para fauna.
Cultivo: Planta rústica, de crescimento rápido, com floração e frutificação precoces mesmo em plantas jovens. Adapta-se muito bem ao cultivo em vasos, onde mantém bom desenvolvimento e produtividade. Prefere solos férteis, com boa disponibilidade hídrica, típicos de ambientes da Mata Atlântica.
Origem: Brasil, estado do Rio de Janeiro.
Família: Myrtaceae.
Observações: Espécie descrita originalmente por Otto Berg sob o gênero Aulomyrcia. Reúne valor ornamental (brotos coloridos e floração intensa) e alto potencial alimentar. O nome popular “cambuí-cereja” faz referência ao perfil sensorial dos frutos.


























