Allagoptera leucocalyx / guriri-da-chapada
Palmeira emblemática do Cerrado, o guriri-da-chapada traduz em forma e textura a força das paisagens abertas e ensolaradas do Brasil central. De porte baixo a médio, com caule subterrâneo ou muito curto, frequentemente formando touceiras elegantes, destaca-se pela folhagem pinada de aspecto firme e arquitetônico. Os folíolos, relativamente mais largos que em espécies próximas, exibem tonalidade verde-acinzentada a verde-escura na face superior e mais clara na inferior, criando contraste sutil e sofisticado ao movimento do vento. Em cultivo pode desenvolver pequeno estipe visível, tornando-se ainda mais ornamental. As inflorescências surgem entre as folhas, protegidas por brácteas, produzindo frutos ovoides de cerca de 2–3 cm, amarelo-alaranjados quando maduros.
Usos: excelente para paisagismo em áreas ensolaradas, jardins de inspiração naturalista, projetos com espécies do Cerrado ou formações campestres. Ideal para maciços, bordaduras amplas e composição com gramíneas ornamentais. Planta rústica, de forte identidade brasileira e grande valor ecológico. Os frutos são comestíveis e importantes para a fauna.
Cultivo: prefere sol pleno e solos bem drenados, arenosos ou pedregosos. Extremamente adaptada a condições de solo pobre e períodos de seca, sendo pouco exigente em adubação. Tolera frio leve e apresenta boa resistência para cultivo em clima subtropical e tropical. Crescimento moderado.
Origem: Cerrado do Brasil central e sudeste, ocorrendo também na Bolívia, Paraguai e norte da Argentina, em áreas abertas, savanas e transições com formações florestais.
Família: Arecaceae.
Observações: espécie heliófila e saxícola, adaptada a ambientes expostos. Distingue-se de espécies próximas pelo porte compacto e pela coloração mais clara dos folíolos. Muito valorizada por colecionadores de palmeiras brasileiras e por projetos que priorizam espécies nativas de grande rusticidade e personalidade paisagística.









