Coccothrinax crinita ssp. crinita / palmeira-homem-velho

Palmeira solitária, de crescimento lento a moderado, de 2-4 m em cultivo. O tronco é delgado, mas aparenta ser muito mais espesso por ser inteiramente recoberto por longas fibras castanho-claras, densas e lanosas, que conferem à planta um aspecto extremamente singular e inconfundível. As folhas são palmadas (em forma de leque), quase circulares, firmes, verde-acinzentadas, com numerosos segmentos rígidos e ápices fendidos, formando uma copa compacta e escultural.

Usos: Espécie de altíssimo valor ornamental, muito apreciada em coleções botânicas e jardins de destaque, tanto em áreas externas quanto em vasos de grande porte. Seu tronco fibroso e aparência exótica fazem dela uma das palmeiras mais curiosas e desejadas do mundo. As folhas também são tradicionalmente utilizadas para cobertura de telhados em sua região de origem.

Cultivo: Aprecia pleno sol e solos bem drenados, com regas regulares, especialmente na fase jovem. Mostra boa adaptabilidade a diferentes condições climáticas, incluindo regiões tropicais e subtropicais. Após o estabelecimento, torna-se relativamente resistente a curtos períodos de seca e pode tolerar leves geadas. O crescimento inicial é lento, acelerando com a maturidade.

Origem: Cuba, onde ocorre naturalmente em savanas sazonalmente alagadas e, ocasionalmente, em áreas levemente onduladas.

Família: Arecaceae.

Observações: Espécie dioica, ou seja, apresenta indivíduos masculinos e femininos separados; para produção de sementes recomenda-se o cultivo de pelo menos dois ou três exemplares. O nome popular “palmeira-homem-velho” faz referência direta ao tronco densamente coberto por fibras longas e esbranquiçadas, que lembram cabelos ou barba envelhecida. Trata-se da subespécie típica (ssp. crinita), distinta da ssp. brevicrinis, e considerada a forma mais ornamental e emblemática do táxon.