Justicia fulvohirsuta

Charmoso subarbusto nativo da Mata Atlântica fluminense, de pequeno porte, alcançando cerca de 50 cm de altura, caracterizado pelo aspecto densamente piloso de seus ramos, folhas e inflorescências. As folhas são membranáceas e verdes, enquanto as inflorescências eretas apresentam brácteas verdes também recobertas por delicada pilosidade, conferindo à planta uma textura bastante particular. As flores, que despontam entre as brácteas, possuem corola em belos tons de rosa a vermelho, com estames claros, criando um atraente contraste (ver fotos).


Usos: Interessante espécie ornamental para jardins naturalistas e coleções de plantas nativas, especialmente pela combinação do porte compacto, textura aveludada e delicadas flores coloridas. Pode ser empregada em pequenos maciços, bordaduras e entre outras espécies de sub-bosque.


Cultivo: Planta tropical e subtropical, podendo ser cultivada em solos ricos em matéria orgânica e com boa disponibilidade de umidade. Registros em ambiente natural indicam alguma plasticidade quanto à luminosidade, ocorrendo tanto em condições mais sombreadas quanto em locais de maior exposição à luz.


Origem: Brasil, Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, em áreas relativamente próximas ao litoral.


Família: Acanthaceae.


Observações: Espécie originalmente descrita pelo botânico brasileiro Carlos Toledo Rizzini e posteriormente transferida para o gênero Justicia. Ainda praticamente desconhecida no cultivo, representa mais uma interessante Acanthaceae nativa da Mata Atlântica com potencial para valorização em jardins e coleções de plantas brasileiras.