Licuala fordiana / licuala-de-ford
Palmeira de pequeno a médio porte, geralmente formando touceiras, com caules curtos e frequentemente subterrâneos. As folhas são grandes, circulares a semicirculares, atingindo cerca de 70–80 cm de diâmetro, profundamente divididas em cerca de 15–22 segmentos estreitos. Os segmentos são verdes em ambas as faces, levemente curvados, com o segmento central um pouco mais largo e geralmente não dividido.
O pecíolo é delgado, podendo alcançar até 1 m de comprimento, desprovido de bainha foliar desenvolvida, apresentando pequenos espinhos recurvados, escuros, espaçados principalmente na porção basal e mediana. As inflorescências são eretas, mais curtas que as folhas, surgindo entre elas, com ráquis alongada e poucos ramos de primeira ordem. As flores são pequenas, agrupadas, e os frutos globosos, medindo cerca de 0,7–0,8 cm de diâmetro, tornando-se vermelhos quando maduros.
Origem: Sudeste da China, com ocorrência nas províncias de Guangdong e Hainan. Habita florestas tropicais úmidas de terras baixas, geralmente abaixo de 500 m de altitude, em ambientes de sub-bosque, sombreados, quentes e úmidos.
Cultivo: Prefere luz fortemente filtrada ou meia-sombra, solo rico em matéria orgânica, constantemente úmido, mas bem drenado. Adapta-se bem a climas tropicais e subtropicais livres de geadas.
Usos: Linda palmeira para paisagismo em áreas semisombreadas ou à sombra. Na região de origem, as folhas são tradicionalmente utilizadas para a confecção de capas impermeáveis e outros artefatos simples, aproveitando seu formato largo e resistente.
Família: Arecaceae.
Observações: O nome da espécie homenageia Charles Ford, superintendente do Jardim Botânico de Hong Kong, responsável pela descoberta da espécie no sul da China. Beccari descreveu a espécie em 1886 com base em material proveniente dessa região, observado posteriormente em herbário europeu.



