Roystonea oleracea / palmeira-imperial-verdadeira
Palmeira de porte monumental, com tronco cinza-claro, ereto e perfeitamente cônico, mais largo na base e afinando de forma contínua em direção à copa, atingindo 30 a 40 metros de altura em condições ideais. O estipe é cilíndrico, liso, sem dilatações abruptas, conferindo silhueta clássica e imponente. A copa é formada por folhas longas e robustas, ascendentes a eretas, jamais arqueadas ou pêndulas, criando um perfil elegante e facilmente reconhecível à distância.
As folhas, em número elevado, organizam-se em dois planos ao longo da ráquis, com folíolos firmes e alinhados, resultando em copa de aparência relativamente plana e muito ordenada. As inflorescências surgem em grandes panículas após a queda das bainhas foliares, produzindo abundantes frutos pequenos, elipsoides, de coloração azul-arroxeada a quase negra na maturação, muito ornamentais e atrativos à fauna.
Usos: Palmeira simbólica por excelência, indicada para jardins históricos, eixos monumentais, alamedas, praças, parques, arboretos e grandes propriedades. Seu uso paisagístico está associado a imponência, verticalidade e nobreza formal, sendo ideal como elemento focal ou estrutural em projetos de grande escala.
Cultivo: Espécie típica de regiões tropicais e subtropicais quentes, adaptada a áreas de baixa altitude e alta umidade. Prefere solos profundos, férteis e bem drenados, tolerando inclusive áreas sazonalmente encharcadas. Desenvolve-se melhor sob sol pleno e responde vigorosamente a boa disponibilidade hídrica. Menos tolerante ao frio que Roystonea regia, sendo indicada para regiões sem geadas mais fortes.
Origem: Nativa do norte da América do Sul e do Caribe, ocorrendo naturalmente em áreas tropicais úmidas, florestas ribeirinhas, matas de várzea e ambientes sujeitos a inundações sazonais.
Família: Arecaceae.
Observações: A palmeira-imperial-verdadeira foi introduzida no Brasil a partir de material oriundo da região das Guianas e plantada por D. João VI no local que hoje abriga o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, tornando-se, ao longo do século XIX, um dos maiores símbolos do paisagismo imperial e do poder monárquico no país.
Atualmente, muitas palmeiras comercializadas como “palmeira-imperial” correspondem a outras espécies do gênero Roystonea ou a materiais híbridos. Nossas mudas descendem da linhagem histórica mantida no JBRJ, cultivada separadamente de espécies afins, o que se traduz em porte mais elevado, tronco rigorosamente cônico e folhagem marcadamente ereta — características clássicas da verdadeira Roystonea oleracea.




