Spondias admirabilis / cajá-admirável
Frutos globosos a levemente oblongos, com cerca de 3 cm de diâmetro, casca amarela e polpa também amarela, muito suculenta e intensamente perfumada. O sabor é doce-acidulado, marcadamente mais adocicado do que o de outros cajás silvestres da Mata Atlântica, como por exemplo Spondias venulosa. Fruta extremamente agradável ao consumo in natura, com aroma típico e envolvente.
Árvore de porte médio, rústica, vigorosa e de crescimento rápido, adaptada a diferentes condições climáticas. Folhagem composta, caducifólia em períodos mais secos ou frios, retomando rapidamente o crescimento vegetativo. Apresenta excelente adaptação tanto a regiões úmidas quanto a áreas com estação seca definida, mantendo boa produtividade e sanidade.
Usos: Consumo ao natural, sucos, polpas, sorvetes, licores e geleias. Fruto de grande potencial gastronômico e ainda pouco conhecido fora de sua área de ocorrência natural.
Cultivo: Espécie muito rústica e de fácil manejo, adaptando-se a praticamente todos os climas brasileiros. Desenvolve-se bem a pleno sol, em solos variados, desde que bem drenados. Tolera períodos de seca após bem estabelecida. Ideal para pomares domésticos, sistemas agroflorestais e projetos de restauração produtiva.
Origem: Espécie endêmica da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, associada a formações florestais de baixada e encosta.
Família: Anacardiacea
Observações: Espécie descrita cientificamente em 2015. Sua descoberta está diretamente ligada ao trabalho de campo do botânico Nerivaldo Antas, cuja atuação foi fundamental para o reconhecimento desse novo cajá da Mata Atlântica — tema abordado no vídeo do canal Sítio E-Jardim, “Uma admirável nova espécie de cajá”, cujo link encontra-se nessa ficha. Trata-se de uma das mais interessantes frutíferas nativas recentemente descritas no Brasil, reunindo rusticidade, sabor superior e alto valor para conservação.

















