Astronium glaziovii / gibatão

Rara árvore nativa da Mata Atlântica, Astronium glaziovii destaca-se pelo porte elegante, folhagem composta e grande interesse ornamental, botânico e conservacionista. Pode atingir cerca de 20–28 m de altura quando adulta, sendo indicada para áreas amplas, arboretos, jardins botânicos, propriedades rurais e projetos de restauração.

Pertence à família Anacardiaceae e a um gênero conhecido por reunir importantes árvores madeireiras brasileiras, caracterizadas por madeira de grande durabilidade e beleza. Entre seus parentes está Astronium fraxinifolium, o célebre gonçalo-alves, cuja madeira rajada é internacionalmente conhecida como tigerwood.

O nome da espécie homenageia Auguste Glaziou, paisagista e botânico francês que teve atuação marcante no Brasil no século XIX e foi também um importante coletor de plantas.


Usos: Árvore ornamental e de coleção, indicada para grandes jardins, arboretos, propriedades rurais e projetos de restauração e enriquecimento da Mata Atlântica.


Cultivo: Prefere clima subtropical a tropical úmido, solo fértil, rico em matéria orgânica, com boa disponibilidade de água e drenagem adequada. É uma espécie heliófila, desenvolvendo-se melhor com boa luminosidade. Por atingir um bom porte, deve ser plantada em local com espaço suficiente para seu desenvolvimento.


Origem: Mata Atlântica do Sudeste do Brasil, com distribuição natural bastante restrita.


Família: Anacardiaceae.


Observações: Espécie ainda muito rara em cultivo e de distribuição natural fragmentada, estando ameaçada pela urbanização e supressão de habitat. Seu cultivo em coleções, propriedades e projetos de restauração contribui para ampliar a presença desta importante árvore nativa fora de seus remanescentes naturais.