Eugenia burkartiana / pitanga-bela

Frutos arredondados e achatados nas extremidades, negro-brilhantes quando maduros, revelando polpa vermelho-rubi intensa, suculenta e rica em antocianinas. O sabor é doce-acidulado, muito agradável, lembrando pequenas frutas silvestres, com textura delicada e grande apelo para consumo ao natural.

Árvore de pequeno a médio porte, elegante, de folhagem delicada e ornamental. As folhas são estreitas, alongadas, verde-claras a verde-escuras, e as brotações novas surgem em tons intensamente avermelhados ou bronzeados. Produz grande quantidade de flores sésseis, claras e perfumadas, muito visitadas por abelhas e outros polinizadores.


Usos: Frutífera rara para coleções, quintais biodiversos, paisagismo ecológico e reflorestamentos mistos. Os frutos atraem aves e podem ser consumidos ao natural, servindo também para o preparo de drinques, sucos, geleias e sorvetes.


Cultivo: Aprecia solos férteis, bem drenados e ricos em matéria orgânica. Desenvolve-se bem em clima subtropical úmido, com meia-sombra na fase jovem e mais sol quando estabelecida. Pode ser cultivada em vasos por vários anos.


Origem: Argentina (Misiones), Paraguai e sul do Brasil, especialmente Santa Catarina e Paraná, em formações da Mata Atlântica.


Família: Myrtaceae.


Observações: Não deve ser confundida com a “guaiúba” (Eugenia sp.), também vendida na internet como “pitanga-acerola” ou “pitanga-amarela-da-unicamp”, que é outra espécie totalmente distinta. A verdadeira Eugenia burkartiana tem frutos escuros, quase negros, com polpa vermelho-rubi.