Myrcia strigipes (=Marlierea tomentosa) / guaporanga
Frutos globosos, de coloração escura quando maduros, com polpa suculenta e sabor muito agradável, frequentemente comparados às jabuticabas, porém mais doces e aromáticos, lembrando muito o sabor do mapati (Pourouma cecropiifolia). Apresentam bom potencial para consumo in natura, destacando-se como uma frutífera nativa pouco explorada e de excelente qualidade gustativa.
Arbusto de porte médio, com folhagem densa e folhas elípticas de aspecto brilhante. As folhas jovens apresentam indumento evidente, especialmente na face inferior, característica marcante do grupo. Produz inflorescências muito ornamentais, com grande quantidade de flores claras, reunidas em panículas densas, conferindo alto valor paisagístico. A floração pode ocorrer mesmo em plantas cultivadas em vasos, evidenciando sua boa adaptação a espaços reduzidos.
Usos: Consumo in natura; indicada para pomares domésticos, cultivo em vasos e coleções botânicas; excelente espécie ornamental pela floração abundante; atrativa para fauna.
Cultivo: Espécie rústica, de boa adaptação ao cultivo doméstico, inclusive em vasos. Apresenta crescimento satisfatório em condições de Mata Atlântica, preferindo solos férteis e úmidos. Pode florescer e frutificar precocemente em cultivo.
Origem: Brasil — ocorre ao longo da faixa atlântica, com registros na Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Família: Myrtaceae.
Observações: Também tratada na literatura sob o gênero Marlierea (ex.: Marlierea tomentosa). Espécie típica do sub-bosque de florestas úmidas da Mata Atlântica e de ambientes de restinga. O nome “guaporanga”, de origem tupi-guarani, pode ser interpretado como “fruta bonita”, refletindo tanto o aspecto ornamental quanto o valor da espécie.












