Plinia sp. / jabuticaba-de-polpa-púrpura ou jabuticaba-de-polpa-roxa
Uma das mais extraordinárias jabuticabeiras mantidas em cultivo no Brasil. Produz frutos negros, de sabor doce e agradável, cuja polpa adquire uma intensa coloração púrpura, perceptível até mesmo antes da completa maturação. Essa característica, raríssima entre as jabuticabas, confere aos frutos grande beleza e elevado interesse para colecionadores.
A planta apresenta folhas estreitas e alongadas, lembrando as da jabuticaba-paulista (Plinia cauliflora), além de belas brotações novas em tons avermelhados. É uma árvore de pequeno a médio porte, geralmente com 4 a 7 m de altura, de cultivo relativamente fácil e boa produtividade.
Há ainda um aspecto histórico especialmente fascinante. Em 1912, o padre e naturalista Joaquim da Silva Tavares registrou, em sua série “As Fruteiras do Brazil”, ter provado uma jabuticaba de frutos grandes, casca roxo-escura e “carne carmesim”. Mais de um século depois, a coloração desta jabuticaba-de-polpa-púrpura remete de maneira impressionante àquela antiga descrição, que atravessou gerações e alimentou o interesse de estudiosos e colecionadores de frutas brasileiras.
Usos: Frutos excelentes para consumo ao natural, podendo também ser empregados em sucos, geleias, licores e outras preparações. A intensa coloração da polpa aumenta ainda mais seu potencial culinário e ornamental.
Cultivo: Prefere solos férteis, ricos em matéria orgânica, bem drenados e que conservem boa umidade. Pode ser cultivada a pleno sol ou meia-sombra e adapta-se bem aos climas tropicais e subtropicais. As mudas geralmente iniciam a produção entre cinco e oito anos após o plantio.
Origem: Mata Atlântica, na Região Sudeste. A procedência original deste material e sua identidade botânica definitiva ainda necessitam de estudos.
Observações: Planta extremamente rara em cultivo, trata-se de um tesouro botânico que atravessou gerações. Não é possível afirmar que corresponda ao mesmo material observado pelo Padre Tavares em 1912; entretanto, a extraordinária semelhança entre sua polpa intensamente púrpura e a histórica descrição de uma jabuticaba de “carne carmesim” torna esta forma especialmente emblemática.














