Pradosia kuhlmannii / casca-doce ou buranhém

Frutos amarelos quando maduros, de formato caracteristicamente alongado a piriforme, lembrando uma gota. A polpa é branca, doce e muito saborosa, semelhante à do abiu (Pouteria caimito) em textura e sabor. É uma das mais interessantes frutíferas brasileiras da família Sapotaceae, ainda muito pouco conhecida em cultivo.

Árvore de médio a grande porte, podendo alcançar cerca de 20 m de altura na natureza, de copa bem formada e tronco desenvolvido. Em cultivo, fica bem menor, de tamanho equivalente ao de uma mangueira. Como outras sapotáceas, produz látex branco. Sua ocorrência natural bastante fragmentada aumenta o interesse da espécie para coleções de frutíferas nativas e conservação ex situ.


Usos: Excelente frutífera para consumo ao natural. A casca do tronco apresenta sabor inicialmente adocicado, característica que originou o nome popular “casca-doce”, possuindo também longa história de uso tradicional. Indicada ainda para coleções botânicas, pomares de frutas raras e projetos de conservação da Mata Atlântica.


Cultivo: Tropical a subtropical, em solos férteis, ricos em matéria orgânica e com boa disponibilidade de água. Desenvolve-se melhor em condições úmidas, especialmente enquanto jovem. Pode ser cultivada em pomares domésticos, onde permanece produtiva por muitos anos.


Origem: Mata Atlântica brasileira. A genética cultivada pelo Sítio E-Jardim é proveniente do estado do Rio de Janeiro.


Família: Sapotaceae.


Observações: Também conhecida como buranhém e casca-doce. Espécies de Pradosia têm longa tradição de uso de suas cascas, conhecidas historicamente como “cascas-doces” ou “monésia”. Em P. kuhlmannii, entretanto, merece especial destaque também a excelente qualidade dos frutos, ainda praticamente desconhecidos do grande público.