Eugenia adenantha / brigadeiro-de-saíra
Pequena árvore frutífera nativa da Mata Atlântica costeira do Rio de Janeiro, ainda raríssima em cultivo. Produz curiosos frutos pequenos e alongados, de superfície fortemente verrucosa, que passam do verde ao roxo-escuro, quase negro, quando maduros. A polpa contrasta fortemente com a casca escura, apresentando coloração amarela a alaranjada, sendo doce, suculenta e levemente mucilaginosa. Normalmente apresenta apenas uma semente.
Usos: Frutífera de grande interesse para colecionadores de espécies brasileiras raras, tanto pela escassez em cultivo como pelo aspecto incomum dos frutos. Pode também ser empregada como pequena árvore ornamental, especialmente em jardins dedicados à flora da Mata Atlântica e coleções de Myrtaceae. Muito atrativa para pequenos pássaros frugívoros.
Cultivo: Por ser originária de florestas arenosas costeiras, recomenda-se cultivo em solo rico em matéria orgânica, porém com boa drenagem. Aprecia umidade regular sem encharcamento. Pode ser cultivada sob boa luminosidade, aumentando-se gradativamente a exposição ao sol à medida que a planta se estabelece.
Origem: Mata Atlântica costeira do estado do Rio de Janeiro, em formações sobre solos arenosos próximas ao litoral.
Família: Myrtaceae.
Sabor: Doce e agradável, com polpa amarela a alaranjada e textura levemente mucilaginosa.
Observações: Espécie descrita por Otto Berg em 1859, com base em material coletado por Ludwig Riedel nas florestas arenosas costeiras do Rio de Janeiro. Apesar de conhecida pela ciência há mais de 160 anos, Eugenia adenantha permanece uma frutífera brasileira praticamente desconhecida em cultivo. Seus pequenos frutos de casca verrucosa e coloração quase negra na maturação, contrastando com a polpa amarelo-alaranjada, fazem dela uma espécie especialmente curiosa e desejável para coleções de frutas raras e Myrtaceae brasileiras. Seu nome popular foi sugerido pelo cultivador Fernando Martuscelli.























