Eugenia gemmiflora / cagaita-vermelha
Frutos globosos, de coloração vermelha intensa a arroxeada quando maduros, com polpa suculenta e sabor doce a levemente ácido, agradável ao consumo in natura. Lembram pequenas cerejas nativas, com bom equilíbrio entre doçura e acidez, sendo também apreciados em sucos e preparações artesanais.
Espécie de porte variável, podendo se apresentar como subarbusto, arbusto ou pequena árvore. Destaca-se pela floração exuberante, com grande quantidade de flores brancas delicadas e perfumadas, que recobrem os ramos e atraem intensa atividade de abelhas. A floração é um espetáculo à parte, tanto visual quanto sensorial, conferindo alto valor ornamental à planta mesmo antes da frutificação.
Usos: Consumo ao natural; produção de sucos e doces; excelente espécie ornamental pela floração abundante; indicada para coleções botânicas, pomares domésticos e projetos de restauração.
Cultivo: Espécie rústica, adaptada a condições de Cerrado e de Caatina, com boa tolerância a solos mais pobres e períodos de seca. Desenvolve-se bem em pleno sol, com crescimento moderado e boa adaptação ao cultivo doméstico.
Origem: Brasil — espécie nativa e endêmica, ocorrendo principalmente nos biomas Cerrado e Caatinga, com registros na Bahia, Piauí, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Minas Gerais.
Família: Myrtaceae.
Observações: Descrita por Otto Berg (Flora Brasiliensis, 1857). Pertence à seção Eugenia (antiga seção Stenocalyx). Espécie considerada próxima a Eugenia patrisii (ubaia-rubi-da-amazônia). Destaca-se pela floração intensamente melífera e pelo valor ecológico, sendo importante para polinizadores. O nome popular faz referência a algumas características em comum com a tradiconal cagaita (Eugenia dysenterica), ícone do Cerrado.











