Eugenia dentata / ginja-da-mata

Frutos costados (8 costelas), medindo 2,5-3 cm de diâmetro, com sépalas estreitas e mais largas no ápice, dobradas para trás. Embora parecidos com os frutos da pitanga comum (Eugenia uniflora), as quinas das costelas são muito mais pronunciadas, os sépalos dobrados para trás e sua coloração é sempre alaranjada.

A planta quando na mata é uma árvore alta, de tronco fissurado, porém quando cultivada em quintais torna-se uma arvoreta que já frutifica em seus primeiros anos (ver foto na galeria de imagens).


Usos: Os frutos são muito apreciados ao natural, e propiciam os mesmos usos da pitanga-comum (Eugenia uniflora): geleia, suco, sorvete etc. A planta merece ser testada em vasos, uma vez que frutifica precocemente, com poucos anos de idade.


Cultivo: Climas tropicais e subtropicais, a sol pleno ou meia sombra, em substrato bem drenado e rico em matéria orgânica. Aprecia adubações regulares, chegando a produzir grande carga de frutos mesmo quando jovem (ver foto na galeria de imagens).


Origem: Nativa do Norte e Nordeste do Brasil, com ocorrência na Amazônia (especialmente no Amazonas e no Pará) e em áreas de transição para o Nordeste (Maranhão e Ceará), em florestas de terra firme.


Família: Myrtaceae


Observações: Espécie anteriormente conhecida em cultivo como Eugenia parkeriana. Revisão taxonômica recente (Sobral et al., 2025) demonstrou que esse nome foi aplicado incorretamente, sendo a “ginja-da-mata” na realidade Eugenia dentata. O nome E. parkeriana está associado a outro táxon, tratado como sinônimo de Eugenia uniflora.